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08.07.07 |
Álcool e sexo |
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Historicamente, vinculou-se o uso de álcool à pratica sexual desde os remotos tempos da humanidade. Festas pagãs nos primeiros Impérios, a figura de Dionísio e o vinho, os grandes bacanais da antiga Grécia e do Império Romano, e os momentos de grandes depressões da humanidade e decadência social estavam representados pelo uso de grande quantidade de bebida alcoólica e a libertinagem sexual. Nos tempos atuais não é diferente, onde a mídia televisiva e cinematográfica é repleta de cenas de abuso de bebidas, tanto na fantasia da dramaturgia como na própria vida real dos atores. Semanalmente temos a noticia de um famoso sendo pego em uso abusivo de álcool. Formadores de opinião sem o menor senso de responsabilidade social. Na nossa telinha, programas com BBB, expõem de forma patética e preocupante o incentivo ao uso de grandes quantidades de álcool nas festinhas da “CASA”. Tudo com o objetivo de poderem conseguir cenas mais picantes e aumentar a audiência do programa de alto nível cultural e educativo. Infelizmente estas imagens que vêm desde tempos passados e intensificadas pelas antenas de transmissão dos nossos dias, têm levado homens e mulheres a usar e abusar da ingestão de álcool para “facilitar” a sexualidade e a liberdade sexual na vida moderna. Recentemente saiu uma pesquisa na Grande São Paulo , realizada pela ONG Bar Ong (reconhecida pelo seu trabalho e sua credibilidade), onde observou-se que 73% dos casais que saem após encontro em bares de sexta a domingo, realizam sexo alcoolizados e sem qualquer tipo de proteção tanto para doenças sexualmente transmissíveis (DST), como para prevenção de gravidez. Sem falar que a maioria não lembra do ato em si, ou seja, não houve realmente um desfrutar da alegria de um ato sexual saudável; o que se espera principalmente entre duas pessoas que tenham um mínimo de vínculo e domínio suficiente da situação, não provocando nenhuma interferência negativa no emocional e na libido durante o ato sexual. Relatos preocupantes de mulheres que afirmam não lembrarem de nada que havia ocorrido na noite anterior e que tiveram que fazer uso de pílulas do dia seguinte de forma aleatória e as vezes repetidas no mesmo mês. Obs lembrar que a eficácia deste tipo de anticoncepção diminui quanto mais vezes se usa. |



