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Nas últimas semanas dois artigos publicados pela mídia retrataram a difícil situação que enfrentamos na área da sexualidade referente aos abusos sexuais, principalmente na infância. A primeira eu li no jornal espanhol EL PAIS, com o tema de pedofilia e impunidade. Mostrava o número de pessoas surpreendidas no delito de pedofilia na Internet (677 no ano de 2007 e apenas 15% estão presas e cumprindo pena, a grande maioria continua solta). A legislação facilita a permanência destas pessoas na prática do delito mesmo tendo sido pegas. Outra coisa importante a informar é o perfil destes infratores, pessoas inteligentes, com boa escolaridade, próximo da família que usam o Orkut ou MSN, para chegar a suas vítimas. Se passam por crianças ou adolescentes e vão conquistando a confiança de suas vítimas e aplicam o golpe.
A segunda matéria confirma esta última colocação pois trouxe ao conhecimento público o abuso da nadadora Joana Maranhão pelo seu técnico, quando esta tinha apenas 9 anos de idade. Esta matéria saiu na Internet, jornais e revistas semanais de todo país, gerando um ar de constrangimento a todos nós. Na revista veja de 17 de fevereiro, relata toda dor e sofrimento da nadadora e de sua mãe, que na época não deu ouvidos as queixas da filha. A nadadora iniciou um processo de depressão, medo, afastamento dos treinos e desânimo para a prática esportiva e do convívio social.
A grande maioria de abusos e manipulações de crianças ocorrem dentro de casa ou de pessoas muito próximas da família, como vizinhos, amigos que freqüentam o nosso ambiente, professores de aulas particulares (piano,tênis, musica, natação etc). A grande dificuldade que temos de surpreender estas pessoas no momento ou no período dos delitos, é a nossa incredulidade e inaceitabilidade do fato, não dando crédito aos pequenos. A pedofilia tem crescido no mundo todo e o uso de Internet por nossas crianças tem facilitado o aumento deste distúrbio. Muitos pedófilos querem nos fazer crer que não existe agressão e sim ato de amor, usando principalmente os filósofos gregos como exemplo, onde a iniciação sexual de muitos jovens começava no meio dos professores e alunos.
É de uma infelicidade e de uma ausência total de caráter usar um costume questionável de 2000 anos atrás. É o mesmo que voltarmos na mesma época e vermos mulheres oferecendo seus filhos em sacrifícios a deuses e acharmos normal. A agressão emocional e psíquica e a dor física que estas crianças sofrem é para o resto da vida, uma cicatriz que podemos amenizar seus sinais, porém jamais tirar seus efeitos. O aumento da vulgaridade e da sexualidade fácil e descartável, tem tirado os parâmetros de aceitável e tolerável das pessoas. Não é porque hoje temos mais liberdade para falar e discutir sobre sexualidade, que temos que aceitar barbaridades. Não acredito que a humanidade tenha saudades de Sodoma e Gomorra ou dos Bacanais do Império Romano. Pedofilia é e sempre será crime, inaceitável, abominável em qualquer lugar civilizado.
WALDIR MORENO AREVALOMEDICO GINECOLOGISTA
ESPECIALISTA EM TERAPIA SEXUAL
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Como ginecologista , atendi milhares de mulheres nos últimos 25 anos de consultório, observei um fato importantíssimo na composição do desejo ou não da sexualidade pelas mulheres. Tal fato é a presença da mágoa na vida delas. A mágoa gerada por alguma ofensa ou falha de seu parceiro, com o passar do tempo, toma proporções muito maiores do que a do momento em que o fato ocorreu . Estudos comportamentais e da psique humana, mostram que as mulheres tem um centro de processamento de sentimentos e memórias negativas no hipotálamo (cérebro), que atuam de forma negativa na convivência com seu esposo ou companheiro. Esta memória é ativada constantemente, principalmente quando este homem da início a preliminares ou investimento erótico. Nesta hora, a maioria das mulheres puxam a ficha de serviços prestados por este homem e fazem suas avaliações quanto ao mérito deste receber uma resposta positiva ou não. A necessidade da geração de um envolvimento afetivo e de cumplicidade desta mulher, para que a mesma tenha um início ou uma liberação de seu corpo e de sua mente para o desenvolvimento pleno da sexualidade, faz um back-up das atitudes deles e de seus erros e maus comportamentos, gerando normalmente uma inibição e bloqueio de sua sexualidade. Homens normalmente não têm uma memória tão negativa e tão exigente quanto aos atos de sua parceira; estes têm um mecanismo mais permissivo e mais flexível para o jogo do amor, aliás , ele vê neste jogo uma forma para curar suas raivas e suas frustrações. Este conflito de visões e de interesses nas questões sexuais normalmente cria um clima de indiferença e de anti-erotização da vida do casal. Quando jovens, ainda fala mais alto a força dos hormônios e a freqüência de atos sexuais ocorrem em maior número. Porém, com o passar do tempo de relacionamento, com as cargas da vida, o estresse, correrias sem fins e as marcas negativas do relacionamento, fazem com que as mulheres apresentem uma disfunção sexual muito comum; a baixa de desejo sexual. Elas ficam mais confusas e irritadas ainda quando este homem tenta convencê-las que ele precisa de sexo para ser curado e revigorado para os desafios da vida, enquanto elas entendem que sem o carinho , o diálogo e o afeto fica quase impossível praticar um ato sexual. Estes acontecimentos enchem mais ainda a lixeira feminina de mágoas e sofrimentos, levando normalmente a uma explosão de raiva e de irritabilidade, afastamento, ausência de intimidade e, conseqüentemente, uma disfunção por inadequação de práticas sexuais. O que acreditamos que tem que ser feito para recuperar a erotização e o desejo destas mulheres é o ato de PERDOAR. Se esta mulher não conseguir colocar para fora todo o entulho que esta acumulado em seu cérebro, todas as coisas que tem inibido seu desejo e negociar o perdão com seu parceiro, ficará muito difícil qualquer terapia sexual dar resultado. A Bíblia no livro aos Hebreus cap 15 vs 15, é relatado: “nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe”. A amargura, tristeza, angústia é depositada dentro de nossas mentes através de coisas que não nos agrada ou que nos sentimos ofendidos. Nesta questão a mulher é muito mais atingida que o homem e infelizmente tal fenômeno acarreta uma maior dificuldade para a sexualidade. Desta forma uma maneira correta e Cristã para curar tal dor e tal obstáculo e criar uma convivência sadia e prazerosa dentro da sexualidade é a prática INCONDICIONAL do perdão. Tal atitude gera uma mente livre, leve e alegre, disponível para a prática do amor. Não sou eu quem afirmo isto e sim o criador do cristianismo. Perdoar 70 vezes 7 no dia, liberar perdão para que tenhamos comunhão um com o outro e isto não nos afaste da presença de Deus em nossa vida. A CURA DOS RELACIONAMENTOS PASSA PELO PERDÃO. E quando isto acontece temos motivos para comemorar, para fazer festinhas, para recebermos e darmos amor um para o outro, resgastando o sexo saudável que Deus criou.WALDIR MORENO ARÉVALO (comente e de sua opinão)
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Há muito tempo, sabemos que o corpo humano possui um mecanismo de defesa e de alerta para situações adversas, tal mecanismo é conhecido como stress de defesa. O propósito deste, é ligar todos os alarmes necessários para a nossa sobrevivência e nossa vitória contra qualquer possibilidade de ataque. Voltando no tempo, imaginem um homem saindo para caçar floresta a dentro. Assim que ele adentrasse nela , seus órgãos do sentido recebiam uma mensagem de alerta e ao mesmo tempo sua acuidade visual, sua sensibilidade olfativa , sua resposta muscular , sua audição e percepção ganhava um desempenho de pelo menos 30% a mais de resposta e capacidade, devido ao mecanismo de stress natural a nós. A liberação de doses maiores de adrenalina nos leva a uma condição de resposta rápida em todas estas áreas e conseqüentemente um resultado melhor para a nossa defesa. No caso de esportes radicais ocorre quase a mesma coisa. Durante um espaço de tempo relativamente curto, ficamos expostos a uma maior produção de adrenalina, levando-nos a uma sensação física e psíquica de grandes emoções, porém cientes que tal fenômeno será passageiro, pois o estímulo cessará logo. Já no nosso cotidiano, quando vivemos situações de estresse nas nossas atividades e o grau de cobrança é continuo e não tende a diminuir, esta adrenalina produzida por nosso metabolismo, em excesso, passa a gerar distúrbios físicos e psíquicos no indivíduo. Outros grandes geradores de estresse negativo em nosso organismo são as questões referente a família e saúde, quando estas não se encontram
em harmonia. Atreladas as estas últimas junta-se a questão financeira e profissional, qualquer desequilíbrio ou risco da perda de emprego, é suficiente para desencadear um enorme número de desarranjos no nosso organismo. Para algumas pessoas tais agressões refletirá na psique com angustia, tristeza, depressão, falta de confiança, solidão e etc. Para outros esta somatização passará para a estrutura fisica do indivíduo, e acarretará em gastrite, dores de cabeça freqüentes, diarréias, infecções freqüentes devido a queda de resistência, insônias terríveis, fraqueza muscular, fibromialgia (atualmente ocorre uma epidemia), hipertensão arterial, diabetes, obesidade por compulsividade e tantos outros males. Toda tensão e suas consequências vão com certeza desencadear alguma disfunção sexual. Nos homens a ejaculação rápida é campeã disparada, não respeitando nenhuma faixa etária. Na seqüencia a disfunção erétil aparece como outra consequência. O fato de grandes preocupações, grandes cobranças , situações de risco ou excesso de trabalho e obrigações , levam o individuo a ter dificuldade de manter uma ereção satisfatória e duradoura, acarretando frustração para ambos e insegurança para o homem. No caso da ejaculação rápida é necessário como tratamento gerar situações de relaxamento físico e psíquico, como massagens, exercícios, alongamento, natação ou caminhadas. Relacionamento sem cobrança e diálogos de tranqüilidade, erotização da situação são fatores positivos. Informar a situação de ansiedade para a mulher para que esta também ajude no processo de cura da disfunção. Em casos mais graves o uso de ansioliticos tem que ser pensado. Porém tudo sob supervisão médica. Já no caso da disfunção erétil, confirmado de origem de ansiedade e estresse, nós temos o recurso das medicações orais disponíveis hoje no mercado. Tais medicações têm como função devolver a segurança para este homem que a ereção será mantida e de boa qualidade, propiciando um ato sexual prazeroso tanto para ele como para ela, incluindo todas as outras atividades descritas para o tratamento da ejaculação rápida. No caso das mulheres, o estresse tem um maior peso no desejo sexual, gerando um enorme número de mulheres que se afastam da vida sexual devido aos problemas principalmente emocionais (depressão, ansiedade, angustia, pânico, tristeza e desalento). No caso físico a fibromialgia e a síndrome do colo irritável são as campeãs de bloqueios femininos. É necessário uma avaliação médica e de preferência com ginecolistas com formação em sexualidade, para afastar outras causas que não o stresse, como o causador destas patologias. Através de medicações, anti depressivos leves ou ansioliticos leves e terapia sexual, as pacientes recuperarão o desejo, a libido e oprazer sexual, usando inclusive os atos de amor para tratamento e relaxamento das ansiedades e stresses . Temos que sempre perceber a origem dos nossos problemas, nossas angustias e nossas enfermidades, pois como seres emotivos que somos, ficamos todos sujeitos a patologias advindas do estresse da vida diária. Não deixe que tais sintomas se acumulem ou perdurem. Busquem ajuda sempre . Não aceite sofrimento passivelmente. Nós fomos feitos para a felicidade e eventualmente para adversidade. Praticar amor, afeto, carinho e um diálogo franco e saudável, com certeza não precisara de remédos ou intervensão de médicos ou psicoterapeutas. Amar ainda é o melhor remédio. FAZER AMOR CURA. WALDIR MORENO ARÉVALO
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Dizem que o dia ja não tem mais 24 hs como antigamente. Cada dia que passa temos menos tempo para perceber e sentir a vida, e cada vez mais vivemos com menos tempo para o lazer e a pratica sexual completa,com preliminares, afeto, estimulos, beijos e uma dose minima de estimulos para a obtenção do prazer e do orgasmo mútuo. Ouço dizer diariámente por meus pacientes que eles precisariam no mínimo mais quatro horas no dia , eu digo a eles que com certeza estas tambem seriam absorvidas pelo trabalho. Estamos diante de um desafio enorme como formadores de opiniao e da área de saude ocupacional, profissionais de recursos humanos, administradores de empresas e todo o staff que lida direta ou indiretamente com o ritimo de trabalho no nosso país. A OMS, preconiza como qualidade de vida um tempo para cada atividade essencial da nossa vida, como lazer, sono, sexo, relacionamento, trabalho, leitura e aquisição de novos conhecimentos e o doce fazer nada. Eque ocore quando temos um tempo minimo livre ao chegar em casa, acamos de vez com a possibilidade de nos relacionar, relaxar ou simplesmente exercemos o minimo de comunicaçao como humanos, pois assumimos os controles remotos de nossos televisores ou entramos nos nossos email e internet , ou ainda nos escondemos em nossos quartos ou cantos favoritos para não ser “encomodados” por ninguém. Levamos para nossos lares trabalhos e mais relatórios de urgência, onde não podemos adiar a entrega e nem podemos ser interrompidos durante a execução dos mesmos. Para fechar com chave de ouro , nossas mulheres entraram neste ritimo maravilhoso de vida e consomem suas energias totais diáriamente neste mesmo frenesi de vida.
Com todo este histórico, normalmente vamos para a cama na ultima virada do ponteiro do nosso relogio biológico de cada dia, estando esgotado e sugado física e emocionalmente. Se houver alguma iniciação sexual. esta e´focada e objetiva (tiro ao alvo), o que via de regra é disfuncional tanto para o homem como para a mulher.
Essas são queixas diárias nos consultórios de ginecologistas, urologistas, sexólogos,psicologos e mesmo clínicos gerais. Um rosário de angústias e frustrações por não exercerem de forma saudável a convivência diária de um casal, inclusive na sua sexualidade.
Estas práticas todas são responsáveis por estres intenso, irritabilidade emocional, fadiga, insônia ou hipersônia, agressividade no relacionamento conjugal e ou social, acarretando como complicador maior as disfunções sexuais no homem (ejaculação rápida, disfunçao erétil, falta de desejo etc) e na mulher (falta de desejo, excitação, anorgasmia, algia pélvica e vaginismo).
Diante desta catástrofe social que vivemos, como resolve -la então? Tenho participado de um projeto sobre informaçao e orientação na área de qualidade de vida: QUALIDADE DE VIDA, VIDA PROFISSIONAL E SEXUALIDADE, DA TEMPO?, realizado pela ONG SABER (ONGSABER.COM.BR), onde sou palestrante, e tento colocar a importância da tomada de decisão com relação a qualidade de vida. Esta só vira se tiver escolhas de real importância para o casal e colocarmos em prática, assim como fazemos com nossas obrigacões pofissionais.
Escreva num papel , como se fosse um contrato, quais as três coisas de maior importância na sua vida, incluindo ja o trabalho, e torne essas um objetivo a ser alcançado e uma meta a ser atingida.
Exemplo, se não tenho tempo para namorar a minha esposa, eu tenho que priorizar pelo menos uma vez na semana a nossa convivência, indo ao cinema, saindo juntos para conversar, tomar um café, namorar e rir juntos, pois para o sofrimento e para as tristezas sempre temos tempo. Se ficar em casa, tenha a coragem de desligar todos os meios de comunicação eletrônicos e ligue somente os humanos, para que o dialogo volte e nos cure da mudez doméstica (silêncio perpétuo do nosso dia dia). Pegue a caixa de fotografias la do baú e volte a sorrir com passagens tão gostosas e saudáveis que ja fizemos, o que com certeza ira despertar de novo a necessidade de passeios, viagens, econtros sociais, teatro e tantas outras coisas agradáveis no relacionamento saudável.
Pelo menos uma vez por semana estabeleça a necessidade de massagens relaxantes e eróticas, para diminuir o estresse , curar nossas dores musculares de tensão e raiva, nossas fibromialgias de trabalhos repetitidos e estenuantes, criar clima de intimidade e leveza na nossa relação, e com certeza resultara num sexo vigoroso, saudável e restaurador.
Portanto esta em nós as soluções e criatividades para resgate do tempo de vida e de sexualidade, é uma questão de escolha, de valor e de objetivo. Com estas atitudes , e outras tantas possíveis, passaremos a desfrutar muito mais de nossas vidas e dos prazeres que ela reserva. (comente sobre este assunto) WALDIR M AREVALO
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O EXEMPLO NAO É A PRINCIPAL FORMA DE INFLUENCIAR OS SEUS FILHOS, É A ÚNICA - ALBERT SCHWITZER.
ENSINA A CRIANÇA NO CAMINHO EM QUE DEVE ANDAR , E ,AINDA QUANDO FOR VELHO, NÃO SE DESVIARÁ DELE - PROVÉRBIOS 22 :6 SALOMÃO
Há enorme número de seres humanos que já passaram por esta terra , com certeza não tiveram nenhuma informação sexual através de diálogos com seus pais. No caso de meninos, o que sempre ocorreu foi uma educação deformada quanto ao seu desempenho sexual: vínculo obsessivo com seu pênis, a falta de valor afetivo no ato sexual, uso da força como forma de expressão sexual e a quase nenhuma responsabilidade ou preocupação com a parceira. A menina, por outro lado, recebe pouca ou nenhuma informação sobre a sua sexualidade, seu corpo e seu desenvolvimento hormonal; devido ao moralismo e a cultura machista que imperou nos últimos tempos. Desta foram criados meninos pró-sexuais e meninas cheias de pudores e culpas.
Fica impossível manter um dialogo com os pais, pois estes em geral, também não sabem o que falar, pois confundem sexualidade com pornografia, com relação sexual ou falar de posições no ato sexuais. Primeiramente temos que criar um vínculo de amor e cuidado com os nossos filhos onde podemos gerar liberdade para tirar dúvidas e aprender sobre o desenvolvimento físico-psíquico-hormonal-sexual dos filhos. Falar de sexo com seus filhos é falar de afeto, amor , responsabilidade, vínculo, momento correto da iniciação sexual tanto de meninos como de meninas. Nós Cristãos cremos que o melhor momento para iniciação sexual é no casamento, porém sabemos que nem sempre ocorre desta forma, o que pode acarretar em casamentos forçados (não defendo esta atitude em hipótese nenhuma). A iniciação sexual em fase imatura dos jovens pode gerar frustações emocionais e traumas graves para o futuro destes jovens. Liberdade não quer dizer libertinagem, temos que nos envolver na vida de nossos filhos para sermos sempre o porto seguro deles quando ocorrerem as crises na adolescência e na juventude. Prática sexual por indução de massa é triste e lamentável, não deveríamos incentivar nunca. Assim como temos responsabilidades como adultos e condicionamos uma séries de conquistas humanas ao desenvolvimento e a idade adequada (liberação de bebida alcoólica, carteira de motorista, responsabilidade civil, etc) temos que orientar e não reprimir quanto aos prazeres, mas também aos riscos da sexualidade. Falar de sexo com seus filhos é estar à disposição deles sempre que surge uma dúvida, e se não souber a resposta se prontifique a procurá-la e em breve retorne ao assunto e esclareça os seus filhos. No ano passado uma pesquisa nos EUA que relatava que se um jovem realiza cinco ou mais refeições reunidos em familia, tem 75% menos envolvimentos com bebidas alcóolicas, com drogas, com violência, com sexo prematuro e tem desempenho escolar excelente. Tal resultado vem corroborar outros trabalhos sobre o comportamento humano, que a família pode ser a geradora de saúde ou doença deste jovem. Quando nossos filhos sentem-se amados através de atitudes que demonstram amor e atenção, temos melhor resultados quanto ao futuro deles em todas as áreas. A negação da sexualidade ou dos sentimentos sexuais não ajudam em nada, pelo contrário, cria um desafio para este jovem de conhecer e saber a qualquer preço o que é, e como é esta sexualidade. Relacionamento franco, aberto e responsável, normalmente leva a uma evolução positiva de nossos filhos. Em contrapartida quando somos negligentes, violentos, moralistas, ausentes ou estimuladores de uma sexualidade banal e fútil, encontramos um enorme número de jovens grávidas precocemente, doenças sexualmente transmissíveis aumentando constantemente, casamentos prematuros com separações conseqüentes, crianças sendo criadas pelas avós ou sendo dadas para adoção. Ainda hoje em uma sociedade que expressa traços da cultura machista, a mulher carrega o fardo de dar conta da gravidez e da maternidade sem a presença do homem do seu lado.Meninos com a obrigação de realizar sexo mais precocemente possível leva ao enorme número de disfuncionais, com ejaculação precoce e até disfunção erétil por stress de desempenho. Insisto que sexualidade tem que ser conversada com pai e mãe. Estes devem orientar e não aterrorizar os filhos, e se, por algum motivo, eles chegarem em casa com alguma doença sexual ou mesmo com uma gravidez, temos que sempre estar ao lado deles, pois ser CRISTÃO , pressupõe perdão sempre, amor sempre, braços abertos sempre para receber.
WALDIR M AREVALO
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