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MITOS EM SEXUALIDADE 2
06.26.09 | Feminino | Faça um comentário
 

   

MITOS EM SEXUALIDADE 2

                                     Na questão feminina ocorrem alguns mitos também, desde longa data. Para algumas mulheres a questão de desejo diminuído as fazem crer que são frigidas, porem frigidez não existe ou é raríssimo. A não adequada pratica de afeto, namoro, carinhos e erotização é que levam a uma frustração ou a anorgasmia. Outra questão de sofrimento e angustia para um bom numero de mulheres é a questão sobre a avaliação estética da vulva e vagina. Ao contrario da maioria dos homens que idolatram seu órgão sexual, as mulheres via de regra acham sua genitália feia e desajeitada. Com certeza tais valores  estéticos fazem parte da cultura machista que norteou a educação dos seres humanos nos últimos séculos. Desde crianças meninos são incentivados a tocar, a medir e a valorizar seu penis, doutra forma as meninas tem total bloqueio pelos pais e educadores na questão de se ver ou se tocar genitalmente.

Quando tratamos de disfunções sexuais femininas, com freqüência a questão do bloqueio na infância tem uma importância significativa na vida desta mulher.Uma das tarefas que a paciente se submete a fazer é se olhar através de um espelho e conhecer a sua anatomia intima, sua sensibilidade local e entender o real valor de sua genitália externa. Portanto não existe vagina feia ou bonita e sim funcional.  Outro mito comum entre as mulheres na vida conjugal é que a iniciativa do ato sexual sempre deve ser do homem, como se fazia antigamente nos bailes, onde o cavalheiro tirava a dama para a dança. Alguns costumes viram mitos às vezes sem perceberem, mas neste caso acredito que a questão de gênero pesou muito nestas ultimas décadas, onde o homem fazia-se crer que ele é quem comandava a sexualidade. Hoje temos certeza que o jogo da sexualidade é feito para ambos, que as vontades e as necessidades são as mesmas, não havendo um maior necessitado neste negocio, as crenças que existem a meu ver são outro mito que se criou.  Waldir Moreno Arevalo   

 
ONDE FOI PARAR O DESEJO FEMININO?
11.12.07 | Feminino | Faça um comentário
 

ONDE FOI PARAR O DESEJO SEXUAL FEMININO             

Voltando esta semana do XI Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana, observei algo que vem crescendo e se tornando rotina nos consultórios médicos e de psicoterapeutas: a falta total de desejo  feminino pelo sexo, por um numero cada vez maior de mulheres. Algumas literaturas nos informam que via de regra a mulher pensa e deseja sexo menos que os homens, tendo como algumas causas a maior presença de testosterona no homem, a educação e o estimulo a sexualidade mais presente no menino, a cultura machista que estimula o homem a sempre pensar em sexo e constantemente desejar sexo, enquanto a mulher pensa em vínculos e romances com este homem. No entanto apesar da grande revolução feminista que passamos nos últimos 40 anos, principalmente após o aparecimento dos anticoncepcionais orais, o acesso das mulheres às informações e a maior liberdade destas de falar e de se manifestar em relação ao sexo, não tem se observado um alinhamento da intensidade do desejo nas mulheres com o dos homens. Em uma aula onde se discutia os tratamentos atuais para as disfunções sexuais femininas e masculinas, houve um clamor, quase que uma suplica para que falassem qual o remédio ou qual o tratamento para um enorme batalhão de mulheres entre os 30 e 55 anos que estão perdendo totalmente a libido. Mulheres que estão sem o menor interesse em buscar uma  vida sexual mais ativa e plena, onde o afeto, o toque o carinho e o prazer fazem parte deste acontecimento. Chegam em nossos consultórios decepcionadas, apáticas, infelizes e em busca de “um milagre”, para refazerem suas vidas conjugais e retornarem a uma vida prazerosa dentro de seus casamentos ou de suas parcerias estáveis. Tal fenômeno se nota de norte a sul dos pais e não somente em uma determinada região. Um dos professores assim se expressou: “ouso a responder e a propor uma terapia: vamos nos tornar mais interessante um para o outro,vamos investir em conhecimento da sexualidade, amar mais e demonstrar em atitudes , pois o maior catalisador de desejo, e de de erotização é a dinâmica do relacionamento”.           

Infelizmente homens e mulheres têm feito o jogo do anti-sexo, do antidespertar do interesse: vidas corridas de ambos os lados, excesso de compromissos e de atividades desgastantes, por períodos longos do dia, ausência de lazer e de descontração, pratica incansável da rotina sem a menor preocupação para novidades. O jogo da sexualidade pressupõe um investimento tanto no “eu” como no “outro” e no “nosso”. Estamos anulando o dialogo de namoro, de descontração e de relaxamento.Estamos sem tempo para ser feliz e de despertar no outro o interesse pela nossa pessoa. Infelizmente, na maior parte das vezes, a ausência de desejo sexual feminino não se dá por alguma doença ou disfunção orgânica e sim por disfunção de comportamento e ausência de jogos eróticos na convivência diária. Há casos, inclusive de casais com excelente relacionamento e vida social intensa, que na verdade estão substituindo por estas atividades a pratica sexual. Portanto a cura de nossas disfunções de desejo tanto masculina como feminina, mas principalmente esta última, esta em uma nova postura e uma nova busca em ser novamente atraente, mais intelectualmente do que fisicamente, e voltarmos a fazer da nossa relação um eterno namorar.

WALDIR MORENO AREVALO    

 
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