CAPITAL ERÓTICO, TRADUÇÃO CUIDADOS E INVESTIMENTOS EM SUA IMAGEM

• COMUNICAR ERRO
19/04/2010
Capital erótico: você sabe o que é? Sabe se tem?

Catherine Hakim

As primeiras-damas dos EUA, Michelle Obama (à esq.), e da França, Carla Bruni, durante cerimônia de boas-vindas em Strasbourg (França)
Michelle e Barack Obama têm. Carla Bruni e David Beckham têm. Katie Price, a modelo britânica conhecida como Jordan, fez uma carreira dele. É tão grande a vantagem que o capital erótico pode trazer para o mercado de trabalho –especialmente nos esportes, nas artes, na mídia e na propaganda- que frequentemente supera os títulos e qualificações educacionais.
Capital erótico é uma expressão que eu cunhei para me referir a uma combinação de atração física e social nebulosa, mas crucial. Propriamente compreendido, o capital erótico é o que os economistas chamam de “ativo pessoal”, pronto para assumir seu lugar ao lado do capital humano, econômico, cultural e social. Entre esses fatores, é igualmente (se não mais) importante para a mobilidade social e o sucesso.
O capital erótico vai além da beleza e inclui o “sex appeal”, o charme e as habilidades sexuais, forma física e vitalidade, competência sexual e habilidades de apresentação, tais como asseamento pessoal, escolhas de roupa e outras artes do adornamento pessoal. A maior parte dos estudos capturam apenas uma faceta do capital erótico: fotografias medem beleza ou “sex appeal”, a psicologia mede a auto-confiança e as habilidades sociais e pesquisas sexuais exploram as capacidades de sedução e número de parceiros.
As mulheres há muito se saem bem nessas artes: é por isso que tendem a estar mais bem vestidas que os homens nas festas. Elas fazem mais esforço para desenvolver as habilidades de charme, empatia, persuasão e empregam a inteligência emocional e o trabalho emocional. De fato, o elemento final do capital erótico é único das mulheres: gerar crianças. Em algumas culturas, a fertilidade é um elemento essencial do poder erótico da mulher. Apesar de a fertilidade feminina ser menos importante em regiões como o Norte da Europa (onde as famílias são menores), a posição dominante das mulheres neste mercado foi reforçada em recentes décadas por um fenômeno muito lamentado: a sexualização da cultura.
Desde a revolução da pílula, nos anos 60, as pesquisas mundiais revelam um aumento dramático em atividades sexuais, em números de parceiros e variedades de sexo. Londres hoje abriga uma feira “Erotica” anual, que apresenta a nova diversidade em estilos de vida e gostos sexuais. Pesquisas da Organização Mundial de Saúde mostram que todos os seres humanos veem a atividade sexual como essencial a uma alta qualidade de vida –mas os homens ainda classificam o sexo como mais importante do que as mulheres. De fato, a alta na demanda mundial por atividades sexuais de todos os tipos (inclusive o sexo comercial, o autoerotismo e o entretenimento erótico) tem sido muito mais pronunciada entre homens do que mulheres. O turismo sexual é essencialmente um hobby masculino, enquanto as revistas eróticas para mulheres frequentemente fracassam.
Isso cria um efeito que deve ser familiar a um economista: as leis de oferta e demanda aumentam o valor do capital erótico das mulheres, particularmente sua beleza, “sex appeal” e competência sexual. Está acontecendo tanto na Escandinávia quanto nos países mediterrâneos, na China e nos EUA. O padrão é confirmado até em países “liberados” sexualmente, tais como França e Finlândia. Os homens têm de duas a dez vezes mais chance de ter casos, comprar pornografia, frequentar clubes de dança erótica e outros entretenimentos eróticos. E as garotas de programa podem ganhar mais que quase todas as outras profissões, apesar do fato de trabalharem menos horas.
É verdade que, como argumentam as feministas, alguns desses relacionamentos podem ser de exploração. E, até certo grau, a nova vantagem das mulheres é mascarada pela explosão da atividade sexual entre homens e mulheres com menos de 30 anos, que hoje consideram normal terem casos de apenas uma noite. Nessa faixa etária há uma paridade de libido, mas o desequilíbrio volta entre homens com mais de 30 –as pesquisas em torno do globo revelam que as mulheres com mais de 30 gradualmente perdem o interesse nos jogos eróticos.
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Essa é uma refutação implícita das pensadoras feministas (como Sylvia Walby, Mary Evans, Monique Wittig ou, mais recentemente, Kat Banyard) que argumentam que homens e mulheres são “iguais” em seus interesse sexuais, como em tudo o mais. Isso obviamente é não verdade,e, por isso, não deve nos surpreender que algumas mulheres usem o sexo e seu capital erótico para obter o que querem. Acontece tão frequentemente hoje quanto no passado, como ilustrado pela barganha sexual diária descrita pelo livro da terapeuta sexual australiana Bettnia Arndt de 2009 “The Sex Diaries”.
A sexualização da cultura afeta tanto a vida pública quanto a privada. A beleza, o “sex appeal”, as habilidades sociais e a arte de cuidar da aparência cada vez mais são valorizados em toda parte, ajudando a vender ideias, produtos e políticas. A cultura popular valoriza especialmente o capital erótico feminino: veja simplesmente as bandas de garotos descabelados e de meninas produzidas. Sim, os homens com altos níveis de capital erótico se saem melhor do que os que não têm. Mas são mulheres belas e elegantes que estão nas propagandas para produtos de todos os tipos, desde carros até detergentes –e não homens.
Os benefícios econômicos de ser atraente física e socialmente podem ser substanciais, especialmente em marketing, relações públicas, televisão e tribunais, assim como para atores, cantores e dançarinos. Mas é mais amplo que isso: pessoas que trabalham em setores mais bem pagos da iniciativa privada são mais atraentes do que as nos setores públicos e sem fins lucrativos. Pessoas altas e atraentes têm maior chance de conseguir trabalho em bancos ou em escritórios de advocacia. Para as feias e pequenas, é mais difícil. Pessoas bonitas podem ganhar de 10 a 15% mais do que as medianas, que por sua vez ganham de 10 a 15% mais do que as feias. As altas ganham mais que as baixas; as obesas ganham de 10 a 15% menos que a média. Análises estatísticas mostram que esse prêmio pela beleza não se deve a diferenças disfarçadas de inteligência, classe social e auto-confiança. Estudos entre advogados revelam que sempre há um prêmio para os atraentes. O prêmio varia de tamanho, mas não se deve à discriminação por parte do empregador. Os mais atraentes podem ganhar 12% a mais que os não atraentes e têm 20% mais de chance de alcançar a sociedade na firma, porque são mais eficazes em atrair os clientes.
De fato, há uma diferença de 25 pontos percentuais em ganhos médios entre as minorias de pessoas atraentes e não atraentes. Esse impacto pode ser tão grande quanto o vão entre ter um diploma ou não ter qualquer qualificação –apesar de estar bem abaixo da inteligência como determinadora dos resultados da vida.
O que é intrigante é que isso significa que o capital erótico –se visto como dote econômico- é um ativo especialmente importante para as pessoas com poucas capacidades intelectuais ou qualificações. No Brasil, o investimento em cirurgia cosmética é tido como uma forma inteligente de avançar em uma cultura onde a aparência e a sexualidade contam. No Reino Unido também, uma pesquisa com meninas adolescentes revelou que um quarto delas acham que é mais importante ser bonito do que inteligente.
Gostando ou não, o capital erótico é hoje um capital humano e financeiro valorizado. Como aconselhou o companheiro Mao –ande com duas pernas.
(Catherine Hakim é pesquisadora de sociologia da Escola de economia de Londres).

DISFUNÇOA ERÉTIL CADA VEZ MAIS PRESENTE

São Paulo, sábado, 18 de dezembro de 2010

Texto Anterior | Próximo Texto | Índice | Comunicar ErrosImpotência é queixa de 44% dos homens

Levantamento é da caravana da Sociedade Brasileira de Urologia, que atendeu 10 mil homens em 22 EstadosDisfunção erétil pode ser consequência de entupimento de vasos, diabetes e hipertensão, segundo especialistas

JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

Quase a metade dos homens que procuram atendimento em saúde tem queixas de impotência sexual, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia.
A entidade acaba de divulgar dados de uma caravana que fez por 22 cidades, em 13 Estados. Foram atendidos 9.982 homens, sendo que mais de 80% tinham mais de 46 anos. Do total, 44% disseram já ter tido o problema.
Os atendimentos aconteceram entre março e setembro deste ano. A unidade tinha médicos e psicólogos que faziam uma consulta clínica tradicional e, se necessário, testes urológicos.
De acordo com Modesto Jacobino, presidente da sociedade, a incidência de impotência surpreendeu.
“É um dado preocupante. O problema ainda é visto como algo secundário, de origem psicológica. Mas há outras doenças relacionadas.”
Para acontecer a ereção, além do fator psicológico, são necessárias atividades neurológica, hormonal e vascular. A dificuldade de ereção pode ser consequência de problemas vasculares e metabólicos.
Do total de atendidos, 56% tinham hipertensão e 19%, diabetes. Dos que se queixaram de impotência, metade tinha mais de 60 anos.
“O envelhecimento é a principal causa. Há perda progressiva das funções fisiológicas do organismo e, além disso, o aparecimento conjunto dessas doenças”, diz João Schiavini, urologista e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Muitas consequências de hipertensão e diabetes são irreversíveis e progressivas. Quando a dificuldade de ereção surge, pode ser que a aterosclerose (entupimento de artérias) já esteja avançada.
Para Jacobino, a impotência pode ser um jeito de atrair os homens para o médico. “Muitas vezes, ao tratar pressão alta e diabetes, já melhoramos a função sexual”, diz. Esse resultado é muito próximo de outros levantamentos realizados em diversos países, onde o estilo de vida tem um enorme peso na causa da disfunção erétil. Normalmente essa disfunção vem acompanhada de, ou melhor, pode ser conseqüência de dificuldade de relacionamento, dificuldades financeiras, pressões familiares ou na empresa e como a própria matéria mostrou, conseqüência de hipertensão ou diabetes.A sociedade americana de cardiologia tem usado o quadro de disfunção erétil como marcador de doenças coronarianas e ou artérias, pois este é um sinal que algo não anda bem com a circulação. Encontra-se 40 % de patologias cardíacas e ou coronariana em pacientes portadores da disfunção erétil, o que faz obrigatório a consulta a um medico, que pode ser o urologista ou mesmo um cardiologista. Vivemos uma sociedade de paradoxos, fala-se em todos os cantos sobre qualidade de vida e relacionamentos saudáveis, porem na pratica observamos um contingente enorme de pessoas estressadas, ansiosas, irritadas e com alimentação sintética e ausência de atividade física. Precisamos nos conscientizar que apesar de milênios de existência na terra e todo o processo evolutivo das ciências em nossa volta, a humanidade continua a mesma, o DNA não mudou e as necessidades básicas de satisfação e prazer na vida continuam sendo cobradas por essa natureza humana. Se não nutrirmos o mínimo destas necessidades, com certeza passaremos a ser disfuncionais, e o primeiro comportamento a sofrer os distúrbios é o sexual. Qualidade de vida não se tem em comprimidos, se tem em atitudes. Busque realizar tarefas que gerem prazer e relaxamento e com certeza seu corpo ganhara mais vida.Waldir moreno arevalo   

Confuso e em conflito….

Confuso e em conflito….               Desculpem pelo tempo do ultimo artigo publicado anteriormente, porem muitas coisas saíram na mídia e tão intensas que fiquei em estado de choque.                Sou médico em São Bernardo do Campo ha 25 anos, no mesmo local e com muitas pacientes em meu cadastro, mais de quinze mil mulheres. Neste período ocorreu uma transformação intensa no comportamento e nas relações sociais dos indivíduos.                   Lembro como se fosse hoje o choque que criei em meu pai quando apareci em casa com uma bolsa a tira colo e meu cabelo já tinha passado do ombro, estava no ápice de minha juventude. Muito rock roll, muita camiseta florida, muito bailinho de garagem, porem mesmo no meio deste turbilhão, nunca perdi meu norte. Não estava perdido e sem destino, estava apenas curtindo minha idade e as transformações que o mundo estava vivendo. Nunca deixei de estudar e de acreditar no meu sonho, ser medico. Em momento algum gerei transtornos ou pressão em meus pais por estar sem rumo ou desnorteado e vazio. Nosso país ainda vivia a ditadura militar e seu período de confronto, com militares nas ruas em que eu fazia meu trabalho de ofice boy (nesta época sem conotação pejorativa, apenas um auxiliar de escritório). Tempos difíceis, porém com significado, com caráter e ética. Sabia que sem esforço não chegaria à faculdade.                Junto com tudo isso, explodia no mundo a revolução feminista, o grito se ouviu em todos os cantos da terra e a partir de então a humanidade não era mais a mesma, pois no embalo veio a grande revolução sexual.               Estudo e frequento aulas e câmeras de discussão na area da sexualidade desde 1985, nos congressos de ginecologia, nos livros relatando os estudos de Master e Jonshons, Dr Kinsey, Helen Kaplan e aqui no Brasil o mestre Nelson Vitielo, aprendi a olhar a sexualidade e suas nuances de forma mais ampla e completa.                Passado vinte e cinco anos, me deparo com uma sexualidade em crise a meu ver, uma decadência de sentido e valor do ato sexual propriamente dito. Algo inodoro e insípido, realizado no vácuo dos sentimentos de dois seres quase humanos. O outro, o tu, não precisa mais ter significado, somente estar presente de corpo, pois alma também é exigir demais.                 Os abusos, agressões, pedofilias e tantas outras bestialidades passaram a ser minha manchete matinal, não que antes não tivesse, mas hoje se tornou obrigatório receber o lixo da humanidade na frente da minha porta.                 A globalização nos faz partícipes das misérias humanas das mais distantes tribos ou vilas de nossa cidade. Tornamos-nos consumidores de podres humanos, de regressão humana, como coisa mais normal e comum, pois todas as mídias já validaram de certa forma esta obtusa maneira de viver a sexualidade. Abro mais uma revista cientifica em que nos mostra a velocidade em que o HPV vem dominando o mundo e tudo que nele ha. Vem através desta rasteirizção da pratica sexual ao belo prazer e com que estiver a disposição, multiplicando os locais a serem implantados os vírus dos futuros cânceres. Hoje o local da vez orofaringe e boca. Mas como ver isso e não se importar ou dar de ombros, como atender meninas de treze, quatorze anos, na sua maioria das vezes com seus “namorados” da hora, sem um pai ou mãe que se interessem pelas suas vidas. Ah, desculpa, como exigir isso hoje de homens e mulheres que tão sobrecarregados de objetivos e tarefas tão importantes que não se dão conta que tem filhos. Meninas que em atitudes desafiadoras e afrontadoras às vezes, escarnecessem da  cobrança do uso de preservativo e sexo seguro, tão poderosas quanto os castelos de areia que quando batem a primeira onde desmoronam e sucumbe à força da natureza. Esta mesma natureza que tem mostrado a sua fúria ao disseminar implacavelmente tantos virus e tantas doenças.                   Lembro de grandes mestres que em defesa da liberdade e do prazer criticaram duramente o uso de imagens de DSTs em sala de aula, como forma de constrangimento e inibição da sexualidade, porém o que fazer diante de tão medíocre sexo praticado por nossos jovens como se fosse apenas um ato descartável. O que fazer diante de uma sociedade conivente e de órgãos de saúde cegos e inoperantes na questão de orientar e que nos chamem a atenção para valores básicos da vida. O que fazer se união estável passou a ser peso e ultrapassada, e com a fragilidade dos contratos matrimonias, deparamos com um exército de jovens criados pelos que sobraram para eles.                   Estou em crise, estou em momento de intensa angustia, aperto na alma ao relatar todas estas coisa, e tantas outras que me rodeiam diariamente. Tento ser uma pequena resistência, uma voz no deserto, um trabalhador pela excelência na vida sexual. Não aceito e não concordo com essa pratica discriminada de atos reflexos vaginais e penianos, nesta sexualidade de genitais e não de vida, vou continuar a defender o vinculo, o amor, o respeito, o sacrifício o significado do outro e da alma para podermos sentir orgasmos. Vou continuar gritando que o ser humano perdeu sua rota de origem e esta a deriva, sem sentido. Vou defender que a nossa felicidade só pode ser alcançada e encontrada em quem a criou, palavras ditam por C.S.Lewis ao ser questionado sobre a mesma.O sexo prazeroso, seguro, afetivo só pode ser alcançado com muita maturidade, muito investimento e muita cumplicidade, coisas que infelizmente nossos jovens não conhecem e não foram apresentados.Desculpe o longo desabafo, porem não tinha como ser diferente.Waldir Moreno Arevalo                            

PARABENS PAPAI, MUITO OBRIGADO PELA SUA VIDA

PARABENS PAPAI, MUITO OBRIGADO PELA SUA VIDA                                                 Hoje estou comemorando 80 anos de vida de meu pai, o Sr João Arévalo, num momento mágico e comum a nós, um jantar em família, onde como durante toda a nossa vida, ele fez o papel de líder, de exemplo e de sacerdote. Pedindo a palavra, leu o salmo 128, fez uma oração Patriarcal, abençoando sua família e agradeceu a Deus a sua vida e sua saúde. Tenho 52 anos de vida, e durante todo meu relacionamento com meu pai, fui educado e trabalhado pelo seu exemplo. Hoje que falo e escrevo sobre a sexualidade, tenho a percepção clara de sua força e seu legado nos conceitos éticos que tenho da minha relação conjugal.  Meu pai era fora do contexto da sua época, pois sendo o líder e progenitor de três filhos (homens), nunca nos incentivou a prostituição, a sexo por sexo ou provar que éramos “machos”. Aos 15 anos, numa conversa pessoal, me orienta de uma forma direta e objetiva, “nunca tire a virgindade de uma menina se você não tiver casado com ela”. Tudo que ouvia na rua ou de homens da idade dele era ao contrario, você tem que fazer sexo com a sua namora, você tem que tirar a virgindade de uma mulher para saber o que é bom, e outras tantas ignorâncias pertinente no repertorio machista. Na convivência diária, trabalhando como seu auxiliar durante em seu escritório de representação comercial, nunca mexeu com uma mulher ou falou algo chulo para alguma garota, alias nunca o vi falar palavrão.                                              Tenho certeza absoluta que nunca traiu minha mãe ou faltou com respeito com ela, me mostrando o verdadeiro sentido de matrimonio, casamento, uma só carne. Juntos há 60 anos deram a nos filhos um exemplo maravilhoso de amor, paixão e companheirismo. Parabéns papai, muito obrigado pela sua vida, muito obrigado pelo seu exemplo, Deus o abençoes sempre. Waldir Moreno Arevalo      

DIVORCIO= A FALSA SOLUCAO

Divórcios têm aumento de 149% no Estado de São Paulo após novas regras

folha de sao paulo 15 10 2010

JAMES CIMINO
DE SÃO PAULO

O número de divórcios no Estado de São Paulo cresceu 149% desde julho deste ano, quando foi aprovada a emenda constitucional 66, que instituiu no país, junto à Lei n.º 11.441/2007, o chamado divórcio rápido (feito por meio de escritura em cartório).

Apos esta publicacao, passei a refletir o que esta ocorrendo com as relcoes na sociedade moderna. Trabalho com encontros de casais a 15 anos e ja participei de verdadeiros milagres na restauracao de matrimonios. Casais que ja nao tinham nada em comum alem de dor e agressao, foram curados e encontraram aquele amor que os uniou a tempos atras, voltando para uma vida de afeto, carinho e realizacao emocional em suas vidas. Lembro uma das primeiras palestras que fiz nesta minha jornada de trabalho com casais, quando no fim da mesma, um senhor levantou a mao e me perguntou, ” e quando o amor acaba “?. Com um ar de surpresa, afinal estava com hum ano de casado, 28 anos de vida e na minha apostila nao tinha esta resposta. Tomado por algo sobrenatural, acredite quem quiser, ouvi uma voz dentro de mim. Diga a ele que o amor dele pela esposa e’ igual ao amor dele por Deus, quanto mais proximo ele esta de sua f’e , mais ele sente o amor de Deus, quanto mais longe ele se encontra, menos ele percebe o amor do divino. Quanto mais proximos estamos da pessoa amada, mais temos forca para suportar as dificuldades da vida, os tropessos, o cansaco e a responsabilidade de levar adiante um projeto tao maravilhoso. Quanto mais distante estamos um do outro, mais deixamos de perceber o que nos uniu. As relacoes hoje dia estao cada vez mais efemeras, superficiais, sem obrigacao de faze-las da melhor forma. O individualismo e a busca desesperada pelo prazer material, distanciou as pessoas daquilo que e’ humano. Nao ocorre mais companheirismo, nao tem mais sacrificio e luta por algo de valor. Somos protagonistas de novelas na vida real. Traimos como fosse algo comum, licito, legitimado por uma midia sem etica e sem carater. Desistimos por qualquer motivo, por qualquer bobagem, e nos engamos que o importante e’ a minha felicidade. C.S. Lewis escreve algo maravilhoso sobre a felicidade, ” so’ podemos achar a felicidade junto a quem a criou “, nao em coisas materiais. A dignidade humana passa por momento critico, uma falencia em massa. Nao vemos movimentos a lutar pela familia ou pelo casamento. Se a familia esta em crise, o mundo entra em crise. Se os casamentos passam a ser destruidos com apenas um simples documento em cartorio, os contratos humanos passam pelo mesmo momento. Nao honramos mais a nossa palavra, nao temos vergonha de mentir ou siplemente voltat atras. Estamos sem exemplos, estamos sem mestres, estamos orfaos e pior, sem norte. Se por acaso voce que le este artigo esta passando por um momento de crise em seu casamento, busque ajuda, busque algum grupo de encontro de casais, busque a Deus, com certeza uma resposta positiva voce tera. Deus nao impos ao homem algo ruim ou penoso, ele simplesmente espera que atraves do amor e da honra, voce supera as dificuldades. Cure seu casamento com eu te amo e te perdou. Cure sua alma e de sua familia amando, restaurando e perdoando todas as ofencas assim com Deus os perdou. Nao desista, nao se acovarde, lute e busque algo muito melhor para a saude de sua familia e para saude de nossa sociedade. NAO ACEITE O DIVORCIO!!!!

WALDIR MORENO AREVALO